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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
A PARTIR DE AGORA É TRABALHAR
Os curiosos da história (sim, vocês...) já têm informações suficientes para realizar os trabalhos e para preparar a apresentação à turma. A partir de agora é trabalhar, mexam-se ... mexam-se ... move it ... move it ... :)!
A INTEGRAÇÃO NA CEE (ATUAL UNIÃO EUROPEIA)
A construção democrática do país iniciada a 24 de Abril de 74, atingiu um momento culminante com a adesão de Portugal à CEE, visando a convergência económica, e não só, entre o país e os outros estados da Europa. Neste momento, os países que integram a União Europeia, resultado dos vários alargamentos, são já 28. A Croácia foi o último país a integrar a família europeia já em 2013.
CONSTITUIÇÃO DE 76
Com as primeiras eleições livres, a Assembleia da República elaborou uma nova Constituição - a de 1976 - progressista, e onde eram garantidos os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos portugueses, constituição essa tão diferente da de 1933 que tinha instituído o Estado Novo e que, ainda hoje, é aquela por que se rege o Estado Português (com algumas ligeiras revisões).
ELEIÇÕES
As primeiras eleições livres (em que os deputados para a Assembleia da República são eleitos democraticamente por todos os cidadãos - mulheres incluídas) após a Revolução dos Cravos tiveram lugar precisamente um ano depois: 25 de Abril de 1975 e contaram com a participação de cerca de 90% dos eleitores.
1 DE MAIO DE 1974
Poucos dias após o 25 de Abril, aconteceu o primeiro 1º de Maio (dia do Trabalhador) festejado em Portugal, pois esse tipo de manifestação de massas era proibido no Estado Novo. Como devem calcular, as pessoas saíram à rua felizes por se puderem manifestar em liberdade.
GOVERNO PROVISÓRIO
Ao contrário do que seria de esperar, os militares que levaram a cabo o 25 de Abril não quiseram o poder para eles. Por isso, e enquanto não houve as primeiras eleições livres, formou-se um Governo Provisório denominado Junta de Salvação Nacional, constituído por uma série de figuras de topo das Forças Armadas e elementos civis das forças políticas que, até à época trabalhavam na clandestinidade.
AI AS MUSIQUITAS!
Falamos agora das músicas de intervenção. A grande maioria delas proibida antes do 25 de Abril por causa das suas mensagens de contestação ao regime.
Algumas, temos mesmo de fazer um grande esforço para ler nas entrelinhas as mensagens consideradas subversivas.
Aquela gente do lápis azul tinha realmente uma grande imaginação ou via mal em tudo e andava sempre à procura do inimigo - aquele que dizia mal do regime...
Mas outras... outras eram mesmo críticas bem disfarçadas à atuação do regime e à organização da nossa sociedade.
sábado, 11 de janeiro de 2014
PRESOS POLÍTICOS
Agora que já perceberam um pouco mais o que era a PVDE/PIDE/DGS, está na altura de refletir sobre os presos políticos: de que eram acusados, como eram tratados, onde e em que condições eram mantidos.
Existiam várias prisões onde essas pessoas que lutavam contra o regime eram presas mas dizem os relatos que os locais mais terríveis, considerados prisões de alta segurança para os maiores criminosos contra o Estado eram Caxias, Peniche (na foto) e Tarrafal (em Cabo Verde).
presos foram libertados.
AQUI NÃO SE DISCUTE NADA!
Com Salazar vivia-se num regime autoritário em que o poder do chefe era indiscutível, o que aliás se comprova neste pequeno excerto de um discurso do ditador.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
CENSURA
Já ouviram falar da Censura?
Pode-se dizer que era um dos pilares do Estado Novo (o regime salazarista). Nada podia ser do conhecimento público sem passar pela Censura. Aí o censor usava o famoso "lápis azul" para cortar partes ou eliminar na totalidade o documento, fosse ele um livro, poema, canção, peça de teatro, artigo de imprensa, notícias de rádio/televisão ou filme.
Já dizia Maria Velho da Costa, autora de uma "Ova Ortegrafia": "Ecedi escrever ortado; poupo assim o rabalho a quem me orta...".
Pode-se dizer que era um dos pilares do Estado Novo (o regime salazarista). Nada podia ser do conhecimento público sem passar pela Censura. Aí o censor usava o famoso "lápis azul" para cortar partes ou eliminar na totalidade o documento, fosse ele um livro, poema, canção, peça de teatro, artigo de imprensa, notícias de rádio/televisão ou filme.
Já dizia Maria Velho da Costa, autora de uma "Ova Ortegrafia": "Ecedi escrever ortado; poupo assim o rabalho a quem me orta...".
O CRAVO
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado Militar que derrubou, num só dia, sem grande resistência das forças leais ao governo - que cederam perante a revolta das forças armadas - o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. O levantamento, também conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial . Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade " o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
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